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Próteses faciais começam a descolorir em 45 dias, diz pesquisa

Publicado em 21 de Junho de 2010   •   Fonte: Agência Notisa

Algumas doenças como o câncer ou mesmo acidentes podem acarretar na extração de partes da face, como nariz, globo ocular, lábios e orelha. Nestes casos, as próteses buco-maxilo-faciais são alternativas para os pacientes e ajudam no restabelecimento de sua rotina. Assim, a qualidade das próteses vai interferir diretamente na qualidade de vida desses indivíduos. Pensando nisto, o cirurgião-dentista Ricardo Henrique Cardim desenvolveu um estudo, recentemente apresentado na Faculdade de Odontologia (FO) da USP. Segundo matéria de Valéria Dias da Agência USP, Cardim iniciou a pesquisa porque notava contradições entre a literatura mundial e a prática clínica. Enquanto registros literários indicavam que próteses poderiam perder coloração entre 3 e 36 meses de uso, na prática, observava-se perda de coloração antes dos 3 meses.

Desta forma, o pesquisador avaliou três tipos de silicone usados na fabricação de próteses buco-maxilo-faciais, sendo colhidas dez amostras de cada um deles. O dentista explica na notícia que hoje em dia o silicone é o material mais adequado para a produção dessas próteses, embora ainda seja limitante.

Segundo a publicação, Cardim expôs metade das amostras às intempéries ambientais - sol, chuva, poluição - seguindo protocolos internacionais para testes da American Society for Testing Materials – ASTM, USA. Já as outras 15 amostras foram mantidas em condições ambientais controladas e livres de intempéries climáticas.

Utilizando um estectrofotômetro, o pesquisador mediu as alterações cromáticas nas primeiras 24 horas, nos 45 dias e nos 90 dias após o início da experiência. De acordo com a notícia, Cardim identificou que “no grupo exposto, as três amostras sofreram alterações nos primeiros 45 dias e que essas mudanças cromáticas foram aumentando gradualmente até os 90 dias da experiência”.

“Essa pesquisa vai auxiliar no estabelecimento de novos protocolos de trabalho para a fabricação das próteses. Se conseguirmos trabalhar com novos materiais, mais resistentes, poderemos dar mais qualidade de vida a esses pacientes”, afirma o pesquisador na matéria.

Vale lembrar que outros fatores além das intempéries e do próprio material usado influenciam no estado da prótese, por exemplo, as condições epidérmicas e os cuidados que o paciente tem com a peça.