Para investigar a associação entre saliva e prevalência de cárie, Lila Susana Cornejo, Mabel Brunotto e Elena Hilas, da Faculdade de Odontologia, da Universidad Nacional de Córdoba, Argentina, estudaram durante dois anos uma população de crianças de 5 a 14 anos de idade de escolas rurais de Cruz del Eje, em Córdoba. Segundo o artigo publicado em fevereiro na Revista de Saúde Pública, os autores selecionaram 196 indivíduos de oito instituições de ensino, de ambos os sexos. Assim, realizaram avaliações em três momentos: momento inicial, 12 e 24 meses depois. Vale destacar que participaram do estudo longitudinal – 12 e 24 meses – 46 crianças.
De acordo com a publicação, foram feitas avaliação de componentes salivares e de índices CPOD e ceod. Os autores estipularam ainda as variáveis nominais: "cáries" e "cáries novas" para mensurar o risco de cáries nos diferentes intervalos estudados.
Assim, os pesquisadores identificaram uma alta prevalência de cárie (50-90%) nos três momentos do estudo. Porém, houve um aumento de cáries significativamente maior no período de 12 meses quando comparado ao observado em 24 meses.
Com relação aos íons de cálcio e fosfato, os autores afirmam que identificaram no momento inicial uma concentração baixa e homogênea e uma associação significativa entre a relação cálcio e fósforo e a presença de cáries.
Desta forma, eles entendem que “as concentrações dos íons de fosfato e de relação molar cálcio/fósforo poderiam ser consideradas como fatores de risco para o desenvolvimento de cáries em populações com características particulares como a estudada”.