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Fiscalização lacra clínica que reutilizava seringas e agulhas em Boa Vista

Publicado em 18 de Janeiro de 2011   •   Fonte: portalamazonia.globo.com

Uma clínica odontológica que funcionava de forma irregular na avenida São Sebastião, no bairro Santa Teresa, foi interditada na última terça-feira (11), durante inspeção de rotina feita em conjunto pelo Conselho Regional de Odontologia (CRO) e Vigilância Sanitária Municipal. A fiscalização constatou que a clínica reutilizava seringas e agulhas descartáveis.
 
A ação contou ainda com a atuação da Polícia Federal, ao ficar comprovada a prática de crimes federais. Pelo menos sete pessoas, entre dentistas e demais profissionais que atuavam no local e dois sócios da clínica, foram detidos e conduzidas para a Superintendência da Polícia Federal.
 
A Polícia Federal não forneceu os nomes das pessoas detidas e informou que todos seriam enquadrados nos artigos 132 (levar perigo para a vida ou saúde de outrem), 273 (falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais), 288 (formação de quadrilha – associar-se mais de três pessoas, para fim de cometer crimes); 29 (concurso de pessoas) e 71 (crime continuado), todos previstos no Código Penal.
 
Através de uma nota, a PF informou que durante a inspeção dos órgãos ficou constatado que os profissionais utilizavam produtos de procedência estrangeira adquiridos ilegalmente e sem registro oficial. Também ficou comprovado que seringas e agulhas descartáveis eram reutilizadas, expondo os pacientes a inúmeros perigos.
 
Conforme a PF, ainda ficaram evidentes outras irregularidades éticas e administrativas, que deverão ser apuradas através de procedimentos instaurados pelo Conselho de Ética do CRO (Conselho Regional de Odontologia).
 
Todo material encontrado irregular na clínica foi apreendido e servirá de provas durante a instrução processual. Segundo a PF, os presos passariam por exames de integridade física no IML e depois seriam entregues nos estabelecimentos prisionais masculino e feminino.
 
Também, ao final da fiscalização, os fiscais da vigilância sanitária lacraram as portas da clínica, impedindo que os atendimentos irregulares continuassem a serem feitos ali.
 
Ainda durante o trabalho dos fiscais, um homem que atuava como protético em parceria com a clínica também acabou preso, ao ser comprovado que ele se passava por falso técnico em prótese.