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Dia do Odontólogo: quase 60 mil dentistas de todo o país estão no Brasil Sorridente

Publicado em 29 de Outubro de 2010   •   Fonte: JE online

Neste 25 de outubro, Dia do Odontólogo, o Ministério da Saúde comemora importantes conquistas com a primeira política pública em saúde bucal do país. Desde 2004, quando foi criado pelo governo federal, o Brasil Sorridente aumentou em 47% a quantidade de dentistas que atuam no programa, chegando a 59,3 mil profissionais até agosto de 2010. Eles representam 24,8% dos 237,5 mil odontólogos de todo o país e se dedicam a cuidar do sorriso de quase 70 milhões de brasileiros assistidos pelo Brasil Sorridente.

O Brasil Sorridente é desenvolvido de forma integrada à Estratégia Saúde da Família, levando atendimento odontológico aos lares e escolas. As 20.103 Equipes de Saúde Bucal - compostas por cirurgião-dentista, auxiliar e técnico em saúde bucal – já atendem em 85% dos municípios do país. Esses profissionais são responsáveis pelas ações de educação e prevenção; distribuição de kits com escova e creme dental, aplicação de flúor e extração e restauração. Desde que foi implantado, o Programa Brasil Sorridente já recebeu R$ 2,7 bilhões em investimentos

Além do atendimento à população, o Brasil Sorridente também investe em outras iniciativas preventivas que ajudam a melhorar a saúde bucal como a fluoretação das águas dos sistemas de abastecimento público e a distribuição de kits com escova e pasta de dente para crianças de escolas públicas. Em 2008 e 2009 foram distribuídos 72,6 milhões kits tanto nos estabelecimentos de ensino quanto pelas Equipes de Saúde Bucal.

ACESSO – Por meio do Programa, 17,5 milhões de pessoas, que nunca tinham ido ao dentista, passaram a ter acesso a tratamentos odontológicos, contribuindo para a expansão do atendimento, antes restrito a consultórios particulares. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE (PNAD-2008), em 2003, 147,9 milhões brasileiros afirmaram que já havia sentado na cadeira do dentista e, em 2008, esse número passou para 165,5 milhões.

“A PNAD constatou um fato que é bem interessante. A ampliação do acesso foi maior entre a população com renda de até dois salários mínimos. Então, o programa está conseguindo chegar àquelas pessoas que têm mais necessidade. O programa, inclusive, é um dos mais bem avaliados pela população, dentre os programas sociais do governo federal”, analisa o coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde e do Brasil Sorridente, Gilberto Pucca.

Ações do Ministério da Saúde direcionadas às populações que eram excluídas do atendimento em saúde bucal permitiram o avanço do acesso aos tratamentos dentários em territórios isolados como as comunidades indígenas e rurais. Atualmente, 85 consultórios estão implantados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas, beneficiando 400 mil pessoas. Também foram destacadas mais de sete mil Equipes de Saúde Bucal para cuidar de 29 milhões de pessoas que vivem nos Territórios da Cidadania - programa do governo federal voltado às comunidades rurais carentes, com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico sustentável e de ampliar a cidadania.

Essas equipes fazem o atendimento (prevenção, distribuição de kits de higiene, tratamento de cáries, aplicação de flúor, extração e restaurações) e encaminham os pacientes que necessitam de procedimentos para complexos para tratamento especializado em 853 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) em todo país.

Nestes Centros, as pessoas contam com procedimentos de média e alta complexidade como canal, problemas de gengiva, cirurgias orais menores, exames para detectar câncer bucal e intervenções estéticas.

“Está crescendo o serviço, ao mesmo tempo em que está diminuindo o número de extrações. Desde o lançamento do programa, deixamos de extrair quase quatro milhões de dentes, que antes seriam extraídos. Isso é um salto de qualidade no atendimento e, principalmente, de qualidade de vida para população”, confirma o coordenador.

REABILITAÇÃO – A estrutura do Brasil Sorridente conta ainda com 664 Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD), que fornecem produtos para os CEO’s. Atualmente, esses laboratórios recebem até R$ 12 mil por mês para a produção de próteses dentárias totais e parciais removíveis, com estrutura metálica. Foram R$ 24 milhões, em 2010, investidos somente nos LRPD’s.

“Estamos resgatando uma dívida com o povo brasileiro, que é a reabilitação oral. Existia um contingente enorme de pessoas que precisava ser reabilitada, ter acesso à prótese dentária”, afirma Pucca.

O modelo de atendimento do Brasil Sorridente foi elogiado, inclusive, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que citou o programa como exemplo a ser adotado em outros países. Com o reconhecimento da OMS, os países demonstram interesse em replicar ou adaptar o programa à realidade local. Moçambique, por exemplo, está fazendo um intercâmbio com o Brasil para transferência de conhecimento e tecnologia a fim de implantar um programa semelhante. Até o fim do ano, a nação africana poderá contar com o Moçambique Sorridente.