

Recentes avanços na área das restaurações estéticas têm contribuído satisfatoriamente para que os profissionais tenham a sua disposição, cada vez mais, recursos para solucionarem problemas, funcionais e estéticos, em situações clínicas encontradas no dia-a-dia do consultório como cavidades Classe III extensas.
A paciente C. M. F, 20 anos, compareceu a clínica odontológica com queixa principal de alteração da cor nos dentes superiores anteriores. Durante conversa informal, observou-se à insatisfação da paciente em relação ao seu sorriso (Figs. 1 e 2). Após os exames clínico e radiográfico, foi constatado cavidades Classe III extensas com tecido cariado escurecido nos dentes 12, 11 e 21 e restauração deficiente no elemento 22 (Figs. 3, 4 e 5).
Previamente aos procedimentos restauradores, selecionou-se um compósito microhíbrido e radiopaco destinado à restauração de dentes anteriores e posteriores (LLis , FGM, Joinville) (Figs. 6 e 7). Os dentes receberam profilaxia e, em seguida, a seleção da cor foi realizada a partir da inserção de uma porção de resina composta sobre o dente, seguida de fotopolimerização (Fig. 8).
Após isolamento absoluto (Fig.9), realizou-se preparo cavitário com acesso pela palatal com ponta diamantada (nº 1013, KG Sorensen) (Fig. 10), remoção de tecido cariado em baixa rotação com broca esférica nº 4 e hibridização da estrutura dental e fotopolimerização (Fig 11). A resina composta LLis, na cor DA3, foi inserida pela técnica incremental (Fig. 12 e 13) e finalizada com LLis, na cor EA3 (Fig.14).
Para harmonização do sorriso realizou-se um enceramento diagnóstico no modelo de estudo das incisais dos dentes 12, 11, 21 e 22. Em seguida, a partir do enceramento foi confeccionado um guia, com o material pesado da silicona de adição, com objetivo de facilitar o procedimento restaurador. O guia foi devidamente recortado para servir de matriz para a confecção da superfície palatal das restaurações.
Na sessão seguinte, realizou-se condicionamento ácido, aplicação do adesivo (Figs. 15 e 16) e reconstrução do esmalte palatal através do posicionamento da resina composta LLis, cor EA3, sobre o guia de silicone (Figs. 17 e 18). Dando seqüência, a reconstrução do corpo dentinário foi realizado com uma resina composta de maior opacidade e saturação, LLis DA3. Para reconstrução do esmalte vestibular, utilizou-se a resina LLis EA1 com espessura de 1mm, acomodada com pincéis (Fig.19). A fotopolimerização dos incrementos foi realizada por vestibular, durante 10 segundos e ao final da restauração fotopolimerizou-se por 40seg. Em outra consulta, foram realizados acabamento e polimento, bem como a definição da forma e textura superficial da restauração. O ajuste oclusal foi efetuado, verificando a oclusão nos movimentos excursivos da mandíbula e na guia protusiva. O resultado final expresso nas figuras 20, 21 e 22 revelam o restabelecimento estético e funcional e a obtenção de um sorriso harmonioso.






















AUTORES(AS)
Dr. Marcos Antônio de Souza Filho
- Aluno do curso de especialização de Dentísitca da Funorte na EAPGOIÁS
Dra. Paula de Carvalho Cardoso
- Especialista, Mestre e Doutora em Dentística Restauradora pela Universidade Federal de Santa Catarina
- Coordenadora do curso de especialização de Dentística Funorte na EAPGoiás
REFERÊNCIAS
1. Baratieri LN, Monteiro S Jr, Andrada MAC, Vieira LCC, Ritter AV, Cardoso AC Estética. Restaurações Adesivas Diretas em Dentes Anteriores Fraturados. Säo Paulo: Santos; 1995.
2. Baratieri LN, Monteiro S Jr, Andrada MAC, Vieira LCC, Ritter AV, Cardoso AC. Odontologia Restauradora. Fundamentos e Possibilidades. São Paulo : Santos; 2001.
3. Baratieri LN, Araújo Jr EM, Monteiro S Jr, Vieira LCC. Caderno de Dentística Restaurações Adesivas Diretas com resinas compostas em Dentes Anteriores Fraturados. 1ª edição. São Paulo:Santos; 2002.