

O paciente A. S. F, 12 anos, compareceu a clinica odontológica com queixa principal de fratura no incisivo central superior (Fig. 1 e 2). Após o exame clínico e radiográfico, foi constatado que o dente comprometido apresentava-se vital, sem alteração de cor, com fratura de esmalte/dentina (Fig. 3 e 4). Devido à ausência do fragmento dental, optou-se pela realização de uma restauração direta de resina composta.
Para o tratamento restaurador, nenhum tipo de preparo foi executado no ângulo cavo - superficial. Após hibridização da estrutura dental, iniciou-se a etapa restauradora. Inicialmente, foi reconstruído o esmalte palatal e proximal com resina composta Opallis na cor T-Neutral (Fig. 5). Dando seqüência, o halo opaco da borda incisal foi reproduzido com incremento de resina opaca Opallis, OP, na forma de filete, aplicado nas bordas incisais e proximais (Fig.6). A reconstrução do corpo dentinário foi realizado com uma resina composta de maior opacidade e saturação, Opallis DA2 (Fig. 7). Para criar os efeitos de opalescência e translucidez do terço incisal uma resina de alta translucidez foi acomodada entre os lóbulos dentinários e halo opaco, Opallis T-Blue (Fig. 8). Para reconstrução do esmalte vestibular, a resina Opallis EA1 foi inserida em uma única porção, de forma a recobrir toda a face vestibular.
A espessura dessa última camada foi de 1mm, acomodada com pinceis (Fig.9). A fotopolimerização dos incrementos foi realizada por vestibular, durante 10 segundos e ao final da restauração fotopolimerizou-se por 40seg. Em outra consulta, foram realizados acabamento e polimento, bem como a definição da forma e textura superficial da restauração. O resultado final expresso na figuras 10 revela o restabelecimento estético e funcional e a obtenção de um sorriso harmonioso.
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AUTOR(A)
Dra. Paula de Carvalho Cardoso
- Especialista, Mestre e Doutora em Dentística Restauradora pela Universidade Federal de Santa Catarina
- Coordenadora do curso de especialização de Dentística Funorte na EAPGoiás