Relato de um caso clínico
O emprego de resinas compostas pode ser uma solução eficaz e reversível em diversas indicações clínicas, porém é um material sensível à técnica restauradora, implicando controle da técnica e treinamento do profissional.
Diversos materiais resinosos são lançados no mercado e nem todos apresentam características favoráveis à reconstrução dentária que recebe esforço mastigatório. A resina Venus é um material que possui matriz orgânica estável e partículas micro-híbridas que proporcionam estabilidade e estética natural. Devido à consistência firme, apresenta facilidade de manipulação e por não aderir ao instrumental, agiliza muito o procedimento restaurador. Apresenta um esquema de cores muito simples, com um efeito de mimetização capaz de reproduzir de forma previsível e assertiva os diferentes efeitos ópticos presente nos dentes naturais. Venus apresenta fluorescência, translucidez, opacidade, lisura superficial determinantes para o sucesso restaurador dos diferentes desafios estéticos da clínica diária. Sua alta resistência mecânica proporciona a realização de restaurações duradouras. É um material de custo acessível o que o torna uma excelente escolha na busca de um trabalho restaurador estético e de qualidade.
Este é um relato de um caso clínico em que o paciente do sexo masculino de 24 anos compareceu à clínica odontológica com cárie incipiente na vestibular do dente 47 e na vestibular e oclusal do dente 46 (Fig. 01). Foi planejada a confecção de restaurações em resina direta com preparos conservadores. Devido a pouca profundidade das cavidades optou-se por utilizar um adesivo convencional de dois passos com carga (Optbond Solo - Kerr) sem proteção pulpar adicional e restauração com técnica incremental utilizando diferentes camadas de resina, tendo o cuidado de fazer uma camada mais opaca de dentina e uma mais translúcida de esmalte (Fig 02). Um pigmento marrom (Fill Magic Cores - Vigodent) foi aplicado entre as camadas de dentina, na região dos sulcos centrais com o auxílio de uma lima endodôntica (Fig. 03). Uma nova camada de resina translúcida (T1) foi adicionada, com a finalidade de proteger o pigmento e dar transparência (Fig. 04).
Após a confecção das restaurações foram feitos o ajuste oclusal, acabamento e polimento da restauração (Fig. 05). O polimento foi realizado em outra sessão a fim de esperar a polimerização tardia e minimizar os efeitos de aquecimento do material no tempo pós-operatório. O polimento foi realizado com borrachas Optmize (TDV), escova Astrobrush (Vivadent) com pasta para polimento Opal (Renfert) e finalização com disco de feltro (Fig. 06).

Fig 01: Vista inicial com isolamento

Fig 02: Construção das vertentes com resina AO3 e A2 Ve...

Fig 03: Aplicação de corante

Fig 04: Camada de T1 – translúcido

Fig. 05a: Seqüência de resinas utilizadas

Fig. 05b: Seqüência de resinas utilizadas

Fig. 05c: Seqüência de resinas utilizadas

Fig. 06a: Acabamento e polimento das restaurações

Fig. 06b: Acabamento e polimento das restaurações

Fig. 06c: Acabamento e polimento das restaurações

Fig. 07: Aspecto final das restaurações